Os bichinhos de estimação estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros. Apesar desta mudança comportamental, temos que levar em conta que ter um cão em um apartamento é diferente de tê-lo em uma casa. Surge um novo conjunto de necessidades e regras que devem ser seguidas.

Confira dicas de como criar animais em condomínio sem problemas.

 

É muito comum atualmente você andar pelas ruas das cidades e ver pessoas conversando com seu bichinho de estimação (isso mesmo que você leu, conversando!), debatendo com outros donos de cachorros sobre atividades cotidianas dos bichinhos, entre outros temas do mundo pet.

Diferente de décadas atrás, os animais, principalmente cães e gatos, são considerados amigos, companheiros e membros de muitas famílias.

Apesar desta mudança comportamental, temos que levar em conta que ter um cão em um apartamento ou condomínio, com vários andares, salões, halls, elevadores é bem diferente de ter um cachorro em uma casa. É um mundo totalmente diferente, com um novo conjunto de necessidades e regras.

Segundo a Constituição Federal, “é nula e sem efeito qualquer convenção condominial que proíba a existência, ou permanência, de animais domésticos, especialmente de cães e gatos, em condomínio, já que tal proibição afronta a Lei Maior do País, que é a Constituição Federal, onde estão tutelados juridicamente a vida e o bem-estar desses seres”.

Ou seja, é ilegal proibir animais em condomínios, a não ser em casos de animais que causem transtornos como barulho excessivo, agressividade e ameaça à saúde coletiva.

Cada edifício estabelece por si quais são suas normas para animais de estimação, porém, as mesmas regras aplicadas para os bichos seriam basicamente as usadas para as pessoas: não sujar as áreas comuns do condomínio, não prejudicar a qualidade de vida dos vizinhos e obedecer ao horário de silêncio estabelecido pela Convenção e Regimento Interno. Para manter a convivência pacífica, os donos dos bichinhos devem ter em mente que nem todo mundo gosta de conviver com animais e que o respeito pelo próximo deve ser prioridade ao circular pelo edifício, nos elevadores e, até mesmo ao deixar a sua residência, afinal, um cão que late sem parar enquanto seu dono está ausente o dia todo é simplesmente enlouquecedor.

Seguem algumas dicas para manter a boa convivência:

– Antes de entrar em um elevador com um cão, pergunte para a pessoa que já está dentro se ela importa. Também procure utilizar o elevador de serviço; sujou, limpe.

– Sempre carregue um saco plástico para limpar eventuais sujeiras do seu bicho de estimação;

– Sempre tenha o seu cão na coleira no interior das áreas comuns de seu prédio. Não importa o quão bem treinado ele seja, pois algumas pessoas simplesmente não gostam ou têm medo do animal.

– Ao encontrar outro cão residente do condomínio, encurte a coleira para que ele fique bem próximo a você enquanto o outro cão passa. Mantenha o controle da situação;

– As pessoas tendem a esperar a chegada do elevador bem de frente para a porta. Mantenha-se distante da porta de modo que você consiga ver bem quem está saindo do elevador, isso evita que o seu cachorro pule em outras pessoas, ou que aconteça um encontro desagradável;

– Se o seu cão late muito, procure um treinador que possa ajudar a resolver este problema;

– Mantenha a caixa de areia de seu gato sempre limpa, para evitar mau cheiro.

Outra sugestão mais abrangente seria a criação de políticas de boa convivência acessíveis e praticáveis para todos os moradores que possuem animais, cujos cumprimentos seriam discutidos durante as reuniões de condomínio.

Durante o encontro podem ser compartilhadas as preocupações e problemas relacionados a cães que transitam repetidamente sem coleira pelas áreas comuns e aqueles que são vistos agredindo moradores e aconselhar moradores que não possuem animais a como lidar de forma mais eficiente com os problemas. Uma boa comunicação pode levar a cumprimento voluntário das regras e um condomínio mais harmonioso.

 

É bom lembrar ainda que:

Cães precisam de exercícios diários contra estresse.

Criar animais em condomínio é um direito do cidadão, mas também um exercício de cidadania. Isto porque requer uma prática de direitos individuais e coletivos. Ao mesmo tempo em que o condômino tem todo o direito de conviver com o seu pet no próprio lar, os vizinhos também têm o mesmo direito de não sofrer com problemas como latidos excessivos de cães no apartamento ao lado.

Aliás, este é um dos maiores problemas quando as pessoas decidem criar cães em apartamento. É preciso saber que os animais, assim como as pessoas, têm sentimentos e podem sofrer de problemas como solidão, ansiedade, medo e abandono.

Ao decidir levar um cãozinho para morar em um apartamento, certifique-se com o veterinário quais os cuidados essenciais para o animal não ter uma convivência de estresse. Cães que latem excessivamente estão sofrendo de estresse, medo, solidão ou, como já foi citado acima, ansiedade. Um das soluções para o problema é manter uma rotina de exercícios diários como caminhadas nas áreas permitidas do condomínio, ou em parques, praças e ruas seguras para a atividade. Aulas com um adestrador também são boa pedida.

 

 

Fonte.

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/saiba-como-criar-animais-em-condominio-sem-problemas-1.1364918