Nossa diretora comercial, Lídia Hiluy, concedeu uma entrevista ao Jornal O POVO sobre o cenário atual do mercado de imóveis.
Veja como foi!

As novas regras da Caixa Econômica Federal para compra de imóveis usados estão valendo desde o último dia 4. Como consequência, muitos compradores que estavam se planejando para realizar a compra do imóvel tiveram que adiar o sonho e recorrer ou continuar no aluguel.

Para o consultor financeiro e vice-presidente da Federação Brasileira de Executivos de Finanças (Ibef), Luís Eduardo Barros, uma possibilidade no mercado, com as novas formas de financiamento da Caixa, é o preço dos imóveis diminuir e do aluguel aumentar. “Mas não é uma tendência. Até o meio do ano, pelo menos, o cenário na economia é muito volátil”, pondera.
Para o economista, o importante é que as negociações, para compra ou aluguel, sejam mantidas. “Sempre que há dificuldade para comprar, passam a alugar. Para a economia como um todo é muito bom. O grande momento é de tomar consciência que temos uma indústria produzindo habitações e uma população que demanda. Quando o financiamento não faz essa conexão, o aluguel faz”.

A diretora comercial da SJ Administração de Imóveis, Lídia Hiluy Vieira, avalia que ainda não é possível afirmar que os preços dos alugueis vão subir. “Deve ocorrer uma agilizada nas procuras das locações, a médio e longo prazo, não tão imediato porque vai demorar para sentirmos a repercussão, mas não podemos dizer se vai acelerar e aumentar valores”, estima.
Ela afirma que, desde o fim do ano passado, a economia do País tem feito com que as pessoas estejam mais cautelosas a quanto querem – e podem – pagar pela locação, considerando a soma entre o que vai disponibilizar para aluguel, condomínio e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Especialistas apontam que os bairros mais procurados para locação continuam sendo Meireles, Aldeota, Cocó, Papicu, Bairro de Fátima, com crescimento também para Guararapes e Luciano Cavalcante. Eles não estimaram a média dos preços praticados por considerar que as variáveis comprometem o cálculo, como localização, tamanho, características e estado do imóvel.

O limite de financiamento nas operações com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) passará de 80% para 50% do valor do imóvel em operações do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e de 70% para 40% no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), pelo Sistema de Amortização Constante (SAC)
Com as novas regras, quem comprar imóvel usado pelo SFH, que dava entrada mínima de 20%, terá de dar, pelo menos, 50% e financiar a outra metade. No caso do SFI, o comprador, que podia dar uma entrada mínima de 30%, terá de pagar pelo menos 60% do valor do imóvel, financiando com a Caixa no máximo 40%

 

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Fonte: O POVO