Quem tem um animal de estimação sabe da alegria que ele pode trazer para o dia a dia da família. Mas quem mora em condomínios e convive com outros moradores também sabe que, muitas vezes, os bichos podem ser motivos de desentendimentos com os vizinhos. Para evitar situações complicadas, é preciso ter noção dos direitos e deveres de quem tem um bicho de estimação.

No Brasil, não há uma legislação específica que proíba os moradores de terem ou não animais domésticos. O que estipula essa regra é o regulamento interno do condomínio, decidido em conjunto pelos moradores. Caso o grupo vote a favor da liberação de animais, é possível criar normas para limitar o tamanho do animal, se ele pode ser transportado no elevador e os deveres do criador. Além disso, o bom senso é um ótimo medidor para evitar incômodos.

As principais reclamações envolvendo animais são a respeito do barulho, de dejetos nas áreas comuns e da falta de higiene. Portanto, é imprescindível ter cuidados especiais com a limpeza dos bichos e do local onde eles ficam. Também não se pode deixar o animal circular sozinho nas áreas comuns, é importante que sempre estejam atados à coleira enquanto estiverem no interior do condomínio. Para quem tem gatos, é indispensável a instalação de telas de proteção nas varandas para dar mais segurança.

Quanto ao barulho, muitas vezes os cães latem por ficarem muito tempo sozinhos, ou em um local confinado, ou ainda se estiverem sem comida e água. O dono deve fornecer, além de carinho, condições básicas para o dia a dia do bicho. Isso inclui manter a vacinação do animal em dia!

Como inspiração, um condomínio na Zona Sul de São Paulo teve a ideia de construir um cachorródromo para evitar conflitos entre os moradores. No espaço, os cães podem brincar à vontade, e os donos só precisam recolher os dejetos depois. No local, há saquinhos plásticos e lixeiras disponíveis, e o piso do cachorródromo passa por uma limpeza duas vezes por dia, com desinfetante e produto antipulga. A foto abaixo é da Praça Roosevelt, também em São Paulo, que conta com um cachorródromo público.

Tenha uma convivência tranquila com seus vizinhos sem ter que abrir mão do seu amigo animal. Antes de adquirir ou adotar um bichinho, confira qual é a posição do condomínio a respeito do assunto e evite dores de cabeça. Ter um animal em casa é tudo de bom, mas é preciso muita responsabilidade!

Acompanhe mais dicas sobre convivência, condomínios e qualidade de vida em nosso Twitter e Facebook!

Fontes: BBel, Extra Globo, Sindiconet e Casa e Cia.