Ao longo dos séculos XIX e XX, Fortaleza passou por uma concentração de atividades diversificadas em torno dos bairros residenciais que estavam em formação na região central da cidade. Em poucos anos, as funções políticas reforçavam o desenvolvimento econômico da cidade, promovendo pequenas mudanças na disposição estrutural em algumas áreas, onde casas tradicionais passavam a servir de sede de alguma atividade comercial. Naquela época, a cidade ainda não oferecia condições naturais para construção de um Porto que pudesse suprir a maioria das atividades comerciais. A saída foi o investimento em construções de atracadouros artificiais no centro de Fortaleza. Em torno dessa área, muitas casas residenciais passaram a servir de depósitos para suprir a demanda das atividades comerciais crescente. Os proprietários passaram então a ocupar as áreas metropolitanas da cidade. Com a mudança do porto para a região do Mucuripe, nas décadas de 1940 e 1950, a área sofreu um progressivo esvaziamento, e os imóveis, que foram ocupados como depósitos e salas, voltaram a servir de moradia e de pequenos comércios, dando início a um processo de reocupação e urbanização desorganizada.

Atualmente é visível, em alguns pontos do centro da cidade, resquícios de construções de época, que tiveram sua pintura renovada e que servem para abrigar pequenos comércios como lanchonetes, farmácias e lojas de varejo. O aumento do número de pessoas que circulam pela região, como trabalhadores formais e informais, infelizmente tem contribuído para a degradação e deformação das ruas e construções, pois ainda há necessidade de um planejamento específico para esse crescimento.

Desde o ano passado, o poder público tem se mobilizado para realizar projetos de revitalização do centro de Fortaleza, tanto estruturalmente, reformando e reativando prédios antigos e casas da década de 1930 e 1950, quanto culturalmente, promovendo várias atividades artísticas em áreas que estavam abandonadas ou degradadas, como é o caso da Praça dos Mártires, ou Praça do Passeio Público. Hoje a praça está reformada e serve de sede para várias programações culturais promovidas pela Prefeitura de Fortaleza. Outras ações de revitalização e utilização consciente do centro de Fortaleza estão sendo tomadas por organizações de iniciativa pública, como realizar coletas seletivas, campanhas de conscientização de utilização de banners e propagandas que possam prejudicar as fachadas das construções e mutirões de reforma e manutenção do patrimônio histórico.

Dados: Tarcísio R. Botelho | Revista eure (Vol. XXXI, Nº 93)

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